Menu

Agerh - Agência Estadual de Recursos Hídricos

Sociedade vai decidir futuro das águas do Litoral Centro Norte capixaba

Publicado em: 03/05/2019 14h56 - Atualizado em: 03/05/2019 15h02
Sociedade vai decidir futuro das águas do Litoral Centro Norte capixaba

Os documentos de gestão dos recursos hídricos são elaborados pelo Comitê de Bacia Hidrográfica com participação da sociedade.

A primeira oficina participativa do Plano de Bacias da região Litoral Centro Norte será realizada na próxima quarta-feira, dia 8 de maio, a partir das 8h30, no auditório do SAAE em Aracruz. O evento é aberto ao público interessado na temática de gestão de recursos hídricos.

O processo de elaboração do Plano de Recursos Hídricos e do Enquadramento dos corpos d’água da região hidrográfica Litoral Centro Norte capixaba começou em março deste ano com levantamento de dados. A metodologia participativa adotada permitirá que a sociedade contribua e acompanhe todo o processo juntamente com o Comitê de Bacia Hidrográfica (CBH).

A dinâmica do processo consiste em mobilizar toda a sociedade da região hidrográfica interessada na gestão dos recursos hídricos para que o resultado atenda aos anseios de quem vive e interfere na realidade das bacias.

“Os membros do Comitê e demais instituições interessadas em recursos hídricos podem e devem participar da construção coletiva desse documento, que irá nortear as ações futuras de recuperação e conservação das águas da região Litoral Centro Norte”, ressaltou o coordenador técnico do projeto Planos de Bacias, Felipe Dutra Brandão.

A região hidrográfica Litoral Centro Norte é composta pelas bacias hidrográficas dos rios Jacaraípe, Reis Magos, Piraquê-Açu e Riacho, nas quais estão inseridos, total ou parcialmente, os municípios de Aracruz, Fundão, Ibiraçu, Santa Leopoldina, Serra, Linhares, João Neiva e Santa Teresa.

>> Pesquisadores estão ajudando a elaborar o Plano de Recursos Hídricos dos rios de oito municípios do ES

O projeto é uma parceria institucional entre a Agência Estadual de Recursos Hídricos (Agerh), o Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), a Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes) e o Instituto Estadual de Meio Ambiente e RecursosHídricos (IEMA), com financiamento do Estaleiro Jurong Aracruz em cumprimento da Condicionante nº 32 da LI 329/2010.

O objetivo geral do projeto é elaborar o Diagnóstico e o Prognóstico das condições de uso da água na Região Hidrográfica Litoral Centro Norte e definir o Cenário de Enquadramento e o Plano de Recursos Hídricos. Esses documentos são instrumentos de gestão estabelecidos na Política Estadual de Recursos Hídricos (Lei 10.179/2014) e necessários à implementação do planejamento das bacias hidrográficas.

Estes documentos já foram elaborados e concluídos para treze das catorze bacias hidrográficas do Estado. Com a conclusão do Plano de Bacias da região hidrográfica Litoral Centro Norte, o Espírito Santo estará totalmente “coberto” com este instrumento de planejamento.

Como funcionam

O Plano de Recursos Hídricos orienta a implementação da política de recursos hídricos e define as diretrizes para utilização das águas, bem como medidas para sua proteção e conservação, de modo a garantir sua disponibilidade, em quantidade e qualidade adequadas, para os diferentes usos.

Já o Enquadramento é o instrumento responsável por estabelecer os usos futuros prioritários em cada trecho dos rios, condicionando fortemente não só a outorga de uso da água, mas instrumentos para além da própria Política de Recursos Hídricos, como o Licenciamento Ambiental e o Plano Diretor Municipal. Com ele é possível compatibilizar os usos múltiplos dos recursos hídricos com a qualidade de água necessária para os mesmos, auxiliando o planejamento ambiental da bacia hidrográfica e no uso sustentável dos seus recursos naturais.

Fases

A elaboração do Plano de Recursos Hídricos está dividida em três grandes etapas. Na Fase A é feito o levantamento de informações da região hidrográfica como uso e ocupação do solo, disponibilidade e demanda hídrica e dinâmica econômica. O objetivo é compreender as relações de causa e efeito da situação atual e futura de qualidade e quantidade de água na região. Uma compreensão do rio que temos. Ainda nesta primeira fase é elaborado o prognóstico onde são apontados cenários futuros de curto, médio e longo prazo.

O Enquadramento dos corpos d’água é a Fase B do projeto. Nele, a partir da vontade da sociedade e do CBH, será definido qual o nível de qualidade da água que cada trecho do rio deve ter a partir da definição dos usos futuros. É o momento que se define o rio que queremos. Essa definição acontece em oficina aberta ao público.

“Nesta fase, o Comitê define com a sociedade quais serão os principais usos da água nos principais rios da região hidrográfica nos próximos 20 anos. Posteriormente, com o auxílio de uma ferramenta de modelagem matemática, eles irão decidir as metas de qualidade da água a serem alcançadas”, explica o coordenador técnico.

Na última etapa do projeto, a Fase C, é elaborado, a partir da vontade da sociedade e do CBH, o Plano de Ações. No documento constam as ações definidas como necessárias para alcançar as metas de qualidade e quantidade de água, estruturação de programas de investimentos e definição de estratégias de implementação, tudo com o foco no rio que podemos ter, que leva em conta as limitações técnicas e econômicas para o alcance das metas. No Plano de Ações também constam as diretrizes de Outorga e Cobrança.

Texto: Simone Patrocínio

Informações à Imprensa:

Assessoria de Comunicação da Agerh

Francine Leite

Tels.: (27) 3347-6207|99935-0085

asscom@agerh.es.gov.br

es.agerh@gmail.com